sexta-feira, 28 de junho de 2013

Oficina de Educomunicação e Consumismo Infantil

Nosso encontro iniciou-se desta vez com um farto café da manhã, e discussões sobre um mapa geográfico que está sendo construído participativamente com os moradores da Grota para levantar os problemas ambientais de saneamento e disposição de resíduos.

Iniciamos nossa oficina de Educomunicação passando algumas propagandas que de alguma forma mostram como a mídia é uma verdade construida e que nem sempre correspondem a realidade.

Em seguida abordamos o tema consumismo infantil para atentar sobre a influência da mídia nos padrões de consumo das crianças e consequentemente dos adultos. Para tal passamos o vídeo “Criança a alma do negócio” que discorre de maneira extremamente clara sobre este tema.


Documentário - Criança, a Alma do Negócio


Continuando nossa oficina, fomos para uma apresentação teórica. Utilizamos o material confeccionado e compartilhado pela Lais Pereira, representante da Ong ALANA, que desenvolvem um trabalho único em prol da sensibilização da sociedade sobre o Consumismo Infantil.




Alguns dados citados:
- 5h 22m É o tempo médio diário que a criança brasileira assiste TV. Fonte: Painel Nacional de Televisores (IBOPE/2012) – crianças entre 4 e 11 anos, classe ABC.
- 86% das crianças brasileiras acessam a internet 3 ou mais vezes por semana. Fonte:
Nickelodeon Playgorund Digital (2007)
- Bastam 30 segundos para uma marca de alimentos influenciar uma criança. Fonte: Associação Dietética Norte Americana - Borzekowiski / Robinson
- As crianças participam do processo decisório de 80% das compras da casa. Fonte: Pesquisa Interscience, outubro de 2003


Após a mediação do conteúdo teórico que contou com grande debate entre os participantes, foi feito um trabalho em grupo no qual eles se utilizaram do material feito pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com a ALANA, intitulado “Tempo de ser criança”. Segue abaixo os cartazes das apresentações dos trabalhos:











Iniciamos então uma conversa sobre a importância da comunicação e de gerarmos materiais que eduquem de forma sustentável nossas crianças e adultos. Para exemplificar utilizamos do Programa Piloto que o Instituto Ambiente em Movimento desenvolveu sobre a qualidade da água. O vídeo de 12 minutos foi assistido numa atmosfera extremamente descontraída e risos incessantes.



Desta maneira pretendemos estimular nos participantes uma visão crítica sobre o consumismo infantil e um postura pró ativa se utilizando de ferramentas da educomunicação para promover uma maior sensibilização sobre o assunto.


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Jay van Amstel
Filipe Machado
Vinícius Palermo
Lucas Sielski

domingo, 23 de junho de 2013

Módulo de Tecnologias Ambientais - O Valor da Gambiarra

Em mais um módulo do EcomAgente a pauta é “Tecnologias Ecológicas”. Dia 15 de junho, manhã nublada em Niterói, nossa dinâmica se inicia com um bate papo descontraído e exibição do vídeo “Onde a coruja dorme”. Documentário sobre compositores dos sucessos de Bezerra da Silva, pessoas simples do povo que se mostram excelentes profissionais em suas áreas, caprichosos e sabios, graduados pela experiência da vida e da dedicação. Fazem rima chamando de malandro o homem dedicado, com valores e conhecedor dos códigos sociais, enquanto zombam do mané como aproveitador da vida fácil e das pessoas.

Como parte do processo de reflexão crítica conversamos sobre os acontecimentos da semana, as passeatas que ultrapassaram a questão da mobilidade urbana.
E o que isso tem a ver com meio ambiente? Tecnologias ambientais? Gestão Eco eficiente?
Percebemos que natureza não são só a árvore ou o mar, o ar, os passarinhos ou as borboletas; mas uma teia complexa formados por todos esses seres incluindo nós, os seres humanos, com todas as nossas criações que durante a história transformaram e transformam o ambiente natural em cidades e produtos. Mas de quem é a responsabilidade dessa transformação? A quem ela atende? Se o ambiente é finito e há princípios cíclicos que renovam a vida, como se desenvolver buscando o fortalecimento desses ciclos? A crise social é uma crise ambiental e vice versa?
Percepção da gestão pública como uma construção integrada com responsabilidade em manter o ambiente saudável e o direito de acesso aos benefícios sociais para todos.

Será que a solução das crises socioambientais está na técnica? na eco-Lógica?
Introduzindo o tema central do encontro, vimos que a base da tecnologia se inicia com a observação de aspectos simples da vida e de como sanar as necessidades detectadas? 
Podemos citar aqui profissionais que experimentam e desenvolvem: usos para materiais, processos, pedagogias, entre outras capacidades, usando a arte do improviso com aquilo que tinham a mão e seus conhecimentos técnicos como: Johan Van Lengen, Ernst Gotsch, Bill Mollison, Ana Primavesi, Miguel Altieri, entre outras pessoas pioneiras que dedicam suas energias para criar inovações que facilitam a vida de muitos, assim como diversos centros de pesquisa IPEMA, IPEC, Tibá, I. Gaia que encontraram o valor da "gambiarra" nas boas soluções para a vida. 
Como referência para pesquisa disponibilizamos o Manual do Arquiteto Descalço de Johan van Lengen, Que de forma fácil e clara, compõe um catálogo de tecnologias integradas que podem ser feitas por qualquer um seguindo as instruções.
  

A atividade deu prosseguimento com mediação a respeito da eco eficiência em casas ou prédios na cidade que com poucas modificações são capazes de reduzirem consumo de energia com melhorias da eficiência energética, melhor circulação de ar nas diferentes épocas do ano, eficiência hídrica como aproveitamento de água da chuva, tratamento sanitário, hortas, etc...
Tecnologias muito simples e acessíveis foram  apresentadas como possibilidades imediatas:
Aquecedor de água com energia solar utilizando garrafas pet, caixas de leite mangueiras, forro de pvc.
“Lâmpada de pet” utilizando garrafas pet fixadas em telhas.
Por fim tudo muito produtivo, os EcomAgentes se sentiram estimulados a utilizar algumas das sugestões em suas casas, pensando de que forma poderiam ser adaptadas na comunidade. Começam a surgir daí possibilidades e boas ideias para serem implementadas na segunda fase do projeto, pensadas pela Grota para Grota.

Educadores
Rafael Pereira
Vinícius Palermo
Filipe Machado



Pesquisa de Campo no Aterro Sanitário de Niterói - O Morro do Céu

Iniciamos nossa atividade na Escola Duque de Caxias dia 08/06.
Pela manhã o grupo foi se formando aos poucos, na recepção café e biscoitos, quando às 9:00h entramos em sala discutindo a respeito do “lixo” ou “Resíduos Sólidos”.

Com as contribuições de cada um e seus pontos de vista fomos ampliando panorama do tema a partir da  comunidade da Grota. Hábitos e métodos da cultura local foram debatidos. Lemos conteúdos trabalhados nos módulos anteriores com a caminhada ecológica e a visita ao Galpão de coleta seletiva. Foram apresentados mais alguns aspectos sobre as políticas públicas de gestão de resíduos determinada pela LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010.
 
Foi exibido um vídeo para estimular os questionamentos: Programa Campus - Aterro Sanitário de Jardim Gramacho | UFRJ http://www.youtube.com/watch?v=hDayHNqDlk8

O documentário apresenta o fim do Aterro de Jardim Gramacho em diversos aspectos: histórico, ecológico e social, a partir daí fomos traçando paralelos com a gestão de resíduos Sólidos em Niterói, entender a logística de tratamento, os problemas e quais seriam as melhores soluções. O antigo lixão hoje aterro do Morro do Céu trabalha recebendo uma "pequena" carga (200 ton/dia) devido a sua saturação em mais de 25 anos de operação.


 Vista aérea do Morro do Céu

Panorama morro do Céu, Fonseca, Grota, Centro, Bahia de Guanabara.

10:00 da manhã chega nosso transporte, todos a bordo e seguimos em direção ao Morro do Céu.
Como Agentes Ambientais saímos atentos às contradições que a cidade cansa de nos apresentar a todo o momento.Nossa missão era partir de um olhar crítico, buscar entender na realidade um pouco da dinâmica do aterro: coletar a percepção dos funcionários, analisar as transformações que foram feitas durante os últimos anos no antigo lixão para este subir de categoria como “Aterro controlado do Morro do Céu”.


Durante a visita, guiada por um representante da CLIN, foi explicado sobre o preenchimento das células que recebem os resíduos (Identificação) e de que formao lixo é compactado em grandes pilhas e depois recebem uma camada de solo argiloso (como uma grande lasagna, camadas de lixo e terra). Foi apresentado também o novo local previsto para a construção do Aterro Sanitário que irá receber os resíduos da cidade cerca de 200 toneladas que atualmente vão para o Morro do Céu, quando as operações neste forem encerradas.


Voltamos as 12:30h, subimos no ônibus e saímos com a sensação de que temos muito trabalho a fazer.
Ao fim da visita pudemos refletir sobre a possibilidade de uma transição ecológica na gestão de resíduos e na cultura social. Como atender a demanda de uma cidade urbanizada de forma eco eficiente? De que forma podemos melhorar a cultura de gestão de resíduos na comunidade da Grota?
Podemos dizer que saímos com mais perguntas do que respostas.

Educadores
Vinícius Palermo
Filipe Machado
Lucas Sielski 

Agradecimentos:
CLIN (Companhia de Limpeza de Niterói).
Subsecretaria de Transportes de Niterói.
Viação Brasilia

quarta-feira, 29 de maio de 2013

ECOmAGENTE no delicado tema do esgoto sanitário.

Na manhã de sábado, 25/05/13, iniciamos mais um módulo do projeto ECOmAGENTE com a apresentação do filme em animação – “História das Coisas”, que a maioria dos ecoagentes ainda não conheciam. Trata-se de um curta, em formato de documentário, sobre as inter-relações do processo de produção, consumo e descarte na sociedade atual, bem como, seus impactos ambientais e sociais para a manutenção do sistema econômico baseado no consumo de bens.


Após uma breve reflexão sobre o filme, passamos para mais um tema associado ao saneamento básico – esgoto sanitário. Tema delicado, mas comum a todos, uma vez que faz parte da natureza humana e que, portanto, precisa de um tratamento especial. 

Apresentamos uma reportagem da TV Globo que retrata a triste realidade brasileira quanto ao tratamento de esgoto, onde mais da metade (53%) de todos os domicílios brasileiros não tem sequer o esgoto coletado.  Ainda nesta reportagem foi mostrado o sistema de biodigestores, uma alternativa de baixo custo e que foi amplamente disseminada na cidade de Petrópolis.

Link do Vídeo Sobre a reportagem:

Os dados apresentados na reportagem foram baseados na pesquisa realizada pela organização TRATA Brasil (http://www.tratabrasil.org.br/), em conjunto com outras instituições para elaboração de um ranking do saneamento básico a fim de avaliar as 100 maiores cidades brasileiras. Dentre elas, Niterói se destaca como a melhor do Estado do RJ e a nona colocada do Brasil.


Apesar deste destaque da cidade, a comunidade da Grota pertence à porcentagem da população que não possui saneamento adequado. Boa parte do esgoto das casas é drenado direto para o canal de São Francisco ou para fossas e/ou apenas sumidouro sem a devida manutenção, acarretando a contaminação do solo e das águas subterrâneas.

Aproveitamos para apresentar a definição de esgoto como efluentes (águas usadas), dividindo-se em efluentes industriais, domésticos e pluviais.  O esgoto doméstico, que inclui os usos humanos, se divide em águas cinzas, utilizadas para limpeza (banho, lavar roupa, lavar louça, etc) e águas negras, que contêm fezes e urina.  
Quando lançados sem tratamento geram uma série de impactos como:
IMPACTOS NA SAÚDE:
·         7 crianças morrem todos os dias no País, vítimas de diarréia, e mais de 700 mil pessoas são internadas a cada ano nos hospitais públicos em conseqüência da falta de coleta e de tratamento dos esgotos;
·         Dos 462 mil pacientes internados em 2009 por infecções gastrointestinais, 2.101 faleceram no hospital; destes, 1.277 poderiam ter sido salvos caso houvesse acesso universal ao saneamento básico (DATASUS, 2009);
IMPACTOS NA EDUCAÇÃO:
·         Crianças expostas aos esgotos aprendem 18% menos
IMPACTOS NO TRABALHO:
·         217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades todos os anos devido a problemas gastrointestinais ligados à falta de saneamento;
·         11% das faltas do trabalhador estão relacionadas ao mesmo problema;
IMPACTOS NA ECONOMIA:
·         18% é a valorização média que o valor dos imóveis poderia sofrer caso houvesse acesso universal à rede de esgoto;


Como alternativa, mostramos a possibilidade do canteiro Bioseptico para tratar de forma natural o esgoto. Técnica cuja eficácia é comprovada e que poderia ser utilizada em casas com pequeno quintal.

Vídeo - Canteiro Bio-séptico - Tratamento natural de esgoto


Apresentamos, ainda, a técnica do banheiro seco, uma alternativa sanitária de baixíssimo custo que, em vez de tratar o cocô como um efluente, trata-o como um resíduo compostável. Para tanto, utiliza-se serragem ou pó de serra no lugar da descarga de água e, assim, o cocô pode ser destinado em uma composteira e virar terra para cultivo de plantas não comestíveis. Claro que para isso é necessário um terreno ou quintal, o que torna a técnica viável apenas para casas ou construções de um pavimento.


Promovemos o debate sobre o esgoto a partir da reflexão sobre o desperdício de água tratada nos vasos sanitários (uso das descargas), que viram águas negras e são encaminhadas, junto com as águas cinzas, para um tratamento, quando existe, que irá separar a água dos sólidos. A água supostamente tratada será lançada em um corpo hídrico e os sólidos, como lodo, irão para um aterro sanitário.

Ao final do encontro, alguns ecoagentes levantaram uma questão para reflexão: Por que, com a existência de tantas técnicas de baixo custo, ainda carecemos vergonhosamente de saneamento no Brasil?


Contribuição:
Vinícius Palermo e Clarissa Pimentel
Maio 2013
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quinta-feira, 23 de maio de 2013


ECOmAGENTE - Visita ao primeiro programa de Coleta Seletiva do Brasil.

Na fria manhã de sábado, dia 18 de maio, tivemos mais um encontro animado do ECOmAGENTE. Desta vez, para aprofundar detalhes sobre a coleta seletiva: principais dificuldades e equívocos. Aproveitamos, ainda, para conhecer o primeiro programa de coleta seletiva do Brasil – Centro Comunitário de São Francisco (CCSF), fundado em 1985, no bairro de São Francisco, em um terreno bem próximo à Escola Duque de Caxias – Grota, Niterói.
Começamos as atividades com uma revisão prática do conceito dos 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Procuramos enfatizar a importância da redução do lixo, através do uso de copos permanentes e sacolas reutilizáveis em vez dos descartáveis. Sobre a reutilização, abordamos as possibilidades de artesanato e outros usos para os materiais; e sobre a reciclagem, abordamos o processo industrial e de grande escala.


Apresentamos o “desembrulhando o lixo”, uma dinâmica que tem o objetivo de interagir com os participantes, simulando o lixo doméstico e as possibilidades de segregá-lo para a coleta seletiva. Desta forma, evidenciamos como o volume e peso do lixo podem ser reduzidos se houver uma destinação correta, ao contrário dos materiais misturados e destinados apenas em um único saco de lixo comum. Para tanto, primeiro separamos dois coletores, um para o lixo comum (não reciclável) e outro para o material seco (reciclável). Então, colocamos no lixo comum os restos de frutas que poderiam ir para a composteira doméstica, desenvolvida no último encontro.
O material seco (reciclável) foi separado de acordo com a matéria prima: papel, plástico e metal - não houve vidro na atividade para evitar acidente. Na análise do material surgiram dúvidas sobre alguns objetos, tais como pilhas, placa eletrônica e aerossol (desodorante). Esses materiais poderiam ser destinados como metal?; Copos descartáveis, embalagens de biscoito e bala, pasta e escova de dente, isopor, espuma, além de outras embalagens plásticas, poderiam ser reciclados como plásticos?; E guardanapos, seriam destinados como papel?


 

Destacamos que os materiais eletrônicos, incluindo pilhas e baterias, são resíduos perigosos e jamais deveriam ser destinados no lixo comum. Também não podem ser destinados como metais na coleta seletiva. Sugerimos que esses materiais sejam separados e entregues em um posto de coleta como, por exemplo, os papa pilhas em bancos e shoppings e as cooperativas de coleta de eletrônicos. Em Niterói, a COOPCANIT é uma dessas cooperativas que recebe e destina corretamente o material eletrônico. 

Contato COOPCANIT para recolher lixo eletrônico em Niterói –
End: Rua Padre Anchieta n°72, Centro – Niterói; 
Contato: Reinaldo Silva de Abreu; Fone: 21-78580823


As outras dúvidas, em relação aos plásticos e aerossol, deixamos para sana-las na visita ao galpão de coleta seletiva - CCSF  . Quanto ao guardanapo, esclarecemos que não pode ser destinado para a reciclagem como papel, e sim como orgânico e compostável.


Durante visita ao galpão de coleta seletiva, fomos guiados pelo Professor Emílio, que esclareceu sobre o funcionamento e contou um pouco da história deste que foi o primeiro programa de coleta seletiva do Brasil e que funciona desde 1985 em Niterói. 



Relatou que tem forte motivação para resgatar a proposta da coleta seletiva na comunidade da Grota e inclusive na E.E.Duque de Caxias, interrompida no passado devido a um conjunto de limitações, desde a falta de cooperação da população a problemas logísticos operacionais. Atualmente o CCSF está sendo reestruturado, com apoio da CLIN e poderá atender a comunidade da Grota, ainda que somente na parte operacional, mas, para isso, é necessário que haja campanhas educativas para esclarecer e mobilizar a população.

Link com mais informações sobre a coleta seletiva em São Francisco - CCSF



 

Aproveitamos a visita para tirar as dúvidas sobre os materiais plásticos, entre outros. Foi esclarecido que o aerossol de alumino (embalagens de desodorante) pode ser encaminhado como metal (alumínio). Quanto aos plásticos como isopor, espuma, copos e talheres descartáveis, não tem valor econômico para a coleta seletiva e quando recebem destinam para o lixo comum. Escovas e pastas de dente, copos (guaravita, matte, etc),embalagens de iogurte (danoninho,Yakult, etc), além de pedaços plásticos duros (cano pvc, conduites, etc) podem ser segregados como plásticos duros, mas têm baixo valor ecônomico. Destacou que não há necessidade dessas embalagens serem lavadas com água, apenas serem retirados os resíduos de alimento e/ou bebidas. Os sacos plástico (supermercado e etc)  de todas as cores,  bem como o plástico filme (usado para alimentos) também podem ser separados para coleta seletiva.




Foi pontuado que as embalagens de biscoito, barrinha, etc (brilhantes com camada prateada), não tem valor como plástico, mas por possuírem uma porcentagem de metais podem ser acumuladas, junto com papel alumínio e embalagens de quentinha (metálicas) e colocadas dentro de qualquer lata metálica (leite em pó, enlatados, etc) que terão valor como metais. Esclareceu que no processo industrial da reciclagem dos metais ferrosos (latas, latões, etc) essas embalagens não interferirão, diferente no caso das latas de alumínio. No final o professor ainda disponibilizou alguns quadros recolhidos para que, se tivessem interesse, deixassem na escola. 





Para encerrar o encontro fizemos um lanche para celebrar também o aniversário da aluna mais nova, Milena, que completou 15 nos e está super motivada com as atividades. No final separamos as cascas de fruta e destinamos na composteira (minhocaixa) que montamos na escola.

Mais fotos no Link: Fotos ECOmAGENTE Coleta seletiva


Contribuição:
Vinícius Palermo
Maio 2013
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quinta-feira, 16 de maio de 2013


ECOmAGENTE - Estimulo a hortas urbanas e uso de composteiras


Sábado, 11 de maio realizamos o terceiro módulo do curso de formaçãoEcomAgente abordando o tema das práticas domésticas em Produção de Adubo (compostagem) e Cultivos em Hortas Verticais. Ao todo fomos 15 participantes.



A inspiração...    A atividade tem seu início com a exibição de um vídeo reprise do Programa Globo Rural trazendo a experiência de como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de forma simples e eficiente, vem transformando em adubo cerca de 2,5 toneladas de lixo orgânico gerados diariamente em seu campus principal.
A iniciativa que nasce de um grupo de alunos e professores da Faculdade de Agronomia consiste em coletar diariamente restos de comidas, cascas de frutas e legumes nas lanchonetes e restaurantes além de aparas de grama e folha da varrição, serragem,  cama de aviário, entre outros;  e direcioná-los e processá-los através do método da compostagem em pilhas estáticas.  

A conversa...    “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Partimos do princípio que tudo o que é orgânico é compostável, ou seja, pode transformar-se em terra (adubo) útil ao crescimento das plantas.  
Os amplos benefícios da compostagem para a gestão de resíduos orgânicos incluem a produção de adubos orgânicos, prolongamento da vida útil de aterros sanitários e redução das emissões de metano pela disposição de resíduos, entre outros impactos ambientais.
Para que a prática da compostagem não se torne um infortúnio na vida das pessoas é importante considerar alguns pontos. Deve ser conduzida em local seco e arejado, devidamente cercado e sombreado, com estoque permanente de material rico em carbono (palhada) e assistido de perto por um responsável treinado para a manutenção do sistema.  
Constatamos que o ambiente escolar ainda não provia tais condições e discutimos os possíveis riscos de trabalhar com restos de comida preparada, carnes e ossos: provocam mau-cheiro e atraem vetores de doenças.
Desta forma o cultivo experimental de minhocas é apresentado como ponto de partida na meta de alcançar a totalidade no manejo dos resíduos orgânicos do ambiente escolar e depois da comunidade da Grota. Consideramos suas restrições: acrescentar qualquer tipo de carne, óleos e derivados do leite, fezes, alimentos preparados e frutas cítricas em excesso.
  


A prática...    Depois de um lanche com diferentes frutas (maça, caqui, abacaxi e banana), restos aproveitáveis reunidos num balde e mão na massa no experimento do minhocário em caixas empilhadas. Lembrando que o processo se inicia na caixa superior: uma primeira cama de palhada, coberta por terra preparada e minhocas, acima leve camada de palha e em seguida, os restos alimentares.  Sempre sem esquecer de cobri-los com palhada, revirar ao terceiro dia e logo que completá-la, inverter com a caixa do meio. Ok?
Como sabemos, o resultado deste experimento é o adubo orgânico útil no cultivo de plantas. No entanto, morando em grandes cidades estamos na maior parte dos casos restrito ao espaço reduzido e a pisos pavimentados. Daí a proposta do cultivo em hortas verticais.







A horta em varal é apresentada então como alternativa para o cultivo experimental na escola e assim realizamos a montagem e o plantio de verduras, aromáticas e condimentos nessa horta construída sob tubos de PVC. Lembrando alguns pontos salientados: drenagem com pedrisco na base, regas diárias e mantendo sempre a terra coberta com palhada. Como na floresta, certo?

Por: Samuel Autran (Voluntário/IAM-Proj. Grael)
12 de maio de 2013.